Data: 05/02/2010
Fonte: Redação Terra
Laryssa Borges
Direto de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira com o conselho diretor do Instituto Aço Brasil e pediu que se estude a possibilidade de constituição de uma força-tarefa das siderúrgicas para que possam ser agilizados programas de construção de casas populares, como o Minha Casa Minha Vida, e grandes empreendimentos, como a viabilização de estádios para a Copa do Mundo de futebol, em 2014. "O presidente Lula pediu soluções em aço para habitações populares", disse o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco.
No caso de moradias populares, cuja meta do governo é de um milhão de casas para a população de até 10 salários mínimos, as construções à base de aço poderão ser levantadas de forma mais rápida e com um custo aproximado de R$ 700 o m².
Nas próximas semanas, os empresários apresentarão a Dilma como o setor siderúrgico pode ingressar, para além da habitação e do esporte, em projetos como a reconstrução da indústria naval e em programas relacionados ao petróleo encontrado na camada pré-sal. Ao todo esses empreendimentos deverão demandar 40 milhões de t de aço.
Além do querer de ganhar escala nas construções com aço - o Brasil tem consumo interno de 100 kg de aço por habitante contra de 350 kg a 400 kg em países desenvolvidos - e desburocratizar a concessão de financiamentos via Caixa Econômica, o setor siderúrgico deve investir cerca de US$ 40 bilhões até 2016.
Caso seja confirmada sua maior participação nos programas de governo, o setor espera gerar receita de US$ 56 bilhões com a Copa do Mundo e de US$ 16 bilhões com os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
Com a crise financeira mundial, o setor de siderurgia teve queda de 25% na produção e em vendas, mas a partir de 2010, segundo informações do Instituto Aço Brasil, já registra retomada da produção.
Metalurgia 2010
de 14 a 17 de Setembro de 2010