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Terminal da LLX terá primeira carga da Anglo American em 2013
15 de maio de 2012 | Fonte: Valor

A LLX espera movimentar a primeira carga de minério de ferro da Anglo American no segundo semestre de 2013.

De acordo com o contrato firmado entre as duas empresas, está prevista a movimentação de 26 milhões de toneladas de minério de ferro em 2014.

“Estamos conseguindo várias licenças”, afirmou o diretor-presidente da LLX, Otávio Lazcano, sobre o licenciamento ambiental para a conclusão das instalações que permitirão a movimentação do minério de ferro. “Todo o equipamento necessário para o carregamento de minério de ferro foi montado pela LLX”, completou.

O executivo lembrou que o projeto da LLX prevê a capacidade para movimentar até 100 milhões de minério de ferro por ano. Ele participou hoje de teleconferência sobre os resultados da companhia com analistas financeiros.

Arrendamento de terras no Açu

A LLX pretende fechar pelo menos dez novos contratos de arrendamento de terras no complexo industrial do Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Lazcano lembrou que a GE anunciou nas últimas semanas que está planejando construir uma instalação de indústria metalmecânica na região.

“Temos pelo menos dez contratos novos a serem assinados ao longo dos próximos meses, incluindo o contrato com a GE”, disse o executivo.

A expectativa, segundo Lazcano, é alcançar uma receita de R$ 100 milhões no fim de 2012, apenas com arrendamento de terras. A meta é atingir R$ 250 milhões de receita com essa atividade em 2014. A companhia já possui seis contratos comerciais de arrendamento, que geram uma receita anual de R$ 70 milhões.

As empresas que já fecharam contrato com LLX são NKTF, Technip, InterMoor, Anglo American, OSX e MPX. As duas últimas pertencem ao grupo EBX, de Eike Batista, controlador da LLX.

Siderúrgica em conjunto com a Termium

Segundo Lazcano a negociação com a Ternium para a instalação de uma siderúrgica e uma pelotizadora no complexo industrial do porto continuam em andamento. Ressaltando que ele não pode falar em nome da siderúrgica, o executivo disse que as duas empresas realizam reuniões todas as semanas.

“Não posso falar pela Ternium. Mas não houve mudanças na negociação. Temos reuniões todas as semanas”, contou Lazcano, durante teleconferência com analistas financeiros.

O mercado levantou dúvidas com relação à continuidade do investimento pela Ternium, depois que a companhia adquiriu uma participação no bloco de controle da Usiminas.

Questionado sobre a possibilidade da construção da pelotizadora, Lazcano lembrou que o projeto sempre fez parte do contrato. “A fábrica de pelotas sempre fez parte do projeto. Faz parte da primeira fase do projeto do superporto [Porto do Açu]. Existe a chance de anunciar a pelotizadora e depois a siderúrgica”, disse.

O diretor-presidente da LLX adiantou também que as duas empresas estão finalizando o contrato relativo ao fornecimento de areia da dragagem do porto para a Ternium.

Contrato com indústria do setor de petróleo

Otávio Lazcano afirmou hoje que a empresa deve anunciar um contrato “relevante” com o setor de petróleo ainda neste ano. Segundo ele, o complexo portuário do Açu, em São João da Barra (RJ), é bem localizado e possui estrutura adequada para a movimentação de petróleo.

“Existe uma possibilidade de anunciar um contrato relevante em 2012”, disse o executivo.

Lazcano contou que a recente visita da presidente Dilma Rousseff e do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, às obras do porto foi uma “indicação forte” do apoio do empreendimento para a economia brasileira e a indústria do petróleo.

Segundo ele, a produção de petróleo no Brasil vai crescer muito nos próximos cinco anos, o que vai demandar uma grande estrutura logística. “O porto do Açu é muito bem localizado. Ele pode movimentar óleo, eliminar água, fazer mistura”, ressaltou.

Lazcano disse ainda que foi criado um grupo de engenheiros para estudar a questão do gás natural, para abastecer as indústrias que se instalarem no complexo portuário. “Todos nós temos interesse no fornecimento de gás natural. Isso será um incentivo extra para aqueles que tiverem interesse em investir no Brasil.”


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