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Novos horizontes na construção metálica
Edição 122 | Fonte: Revista Construção Metálica

O Congresso Latino-Americano da Construção Metálica amplia o conhecimento quanto à utilização do aço, dissemina cases de sucesso mundial, elege os melhores projetos nacionais e leva qualificação ao mercado brasileiro

Diante de um momento complicado para o Brasil e marcado pela retomada de esforços para aquecimento da economia, o aço é protagonista ao conquistar espaço e importância nas obras pelo País. Daí a necessidade de referências mundiais na construção metálica para inovar, rentabilizar insumos e qualificar a construção civil. Palco de reconhecimento do aço sustentável e rentável, a sétima edição do Construmetal, evento realizado a cada dois anos pela ABCEM, proporcionou mais uma vez um celeiro de ideias e capacitação para engenheiros, técnicos, arquitetos e estudantes. Além de conhecer os vencedores do Prêmio ABCEM 2016 (veja reportagem à página 10), o público teve acesso a um leque amplo de conferências internacionais, palestras, cursos e workshops entre os dias 20 e 22 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. E o mote deste ano não poderia ser outro: “Aço: protagonista do crescimento”.

Em tempos de economia conturbada, a melhor e maior utilização do aço pelo mercado é quase uma obrigação. “O aço é um produto 100% reciclável, o que significa uma tecnologia e setor sustentáveis. Dois mil e dezesseis é um ano de unir esforços na retomada do crescimento. É preciso investir em pontes, edificações, aeroportos, portos”, afirma César Bilibio, presidente da ABCEM. Segundo ele, a utilização do aço quase sempre foi destinada à parte estrutural das obras, mas hoje o material tem sido empregado de forma mais ampla nos empreendimentos.

O congresso propiciou ótimas oportunidades de contato entre entidades que disseminam tecnologia e empresas da cadeia produtiva da construção metálica. Caso do Instituto de Metais Não Ferrosos (ICZ), apoiador do evento. “É fundamental e estratégico participar do Construmetal. A galvanização a fogo aumenta a vida útil do aço, diminuindo os custos de manutenção e reduzindo o uso dos recursos naturais. O impacto econômico é relevante”, diz Ricardo Suplicy Goes, gerente executivo do ICZ.

A riqueza de experiências marcou fortemente mais uma edição do congresso, que recebeu mais de 2 mil pessoas nos três dias. “Estou feliz porque apesar de toda a crise alcançamos um recorde de público. O evento superou em muito as expectativas, com excelentes palestras, debates e experiências com o que se usa lá fora”, comemora Bilibio.

Referências mundiais

Um dos pontos altos do Construmetal, com auditório lotado, a palestra Avanço da Arquitetura em Aço trouxe cases europeus, norteamericanos e asiáticos importantes, versáteis e inovadores. As tendências foram compartilhadas no primeiro dia em dois painéis.

No primeiro painel, o engenheiro Razvan Ionica, do escritório francês Marc Mimram Ingénierie, mostrou como o aço é um componente que se adequa a projetos de design modernos e adaptados às realidades do entorno, e que não poderiam ser feitos com outro material, na sua visão. “Usamos as estruturas [aço] para melhor utilizar o espaço com conexões verticais e horizontais”, conta Razvan. Cuidados esses mostrados nos projetos da Faculdade Nacional de Arquitetura em Strasbourg e no Centro de Treinamentos de Rolland Garros, em Paris (França), e na ponte Zhong Sheng Da Dao, em Sino-Singapore (China), entre outras soluções do escritório francês. Para ele, há mais oportunidades para construções no Brasil do que em Paris, por exemplo, onde a legislação em relação ao patrimônio urbano é muito rígida.

Já o arquiteto e engenheiro Joseph G. Burns, do Thornton Tomasetti, dos EUA, mostrou a relevância do aço na construção civil desde a reconstrução de Chicago depois de um grande incêndio, em 1885. Burns persegue a eficiência da construção de edifícios altos e falou de projetos icônicos, como as Petronas Towers, edifícios gêmeos que estiveram entre os mais altos do mundo, em Kuala Lumpur, Malásia, com núcleo de concreto e estrutura de aço; Shanghai Tower, o segundo prédio mais alto da China, com estrutura mista (açoconcreto) envolta em vidro; e a sede do jornal The New York Times.

Além de apresentar tendências e obras representativas, o congresso trouxe ao debate o avanço sustentável da construção metálica por meio de parcerias e aplicação prática do conhecimento desenvolvido na universidade. Em painel coordenado por Ronaldo Soares, da ABCEM, o tema foi P&D (pesquisa e desenvolvimento) e o potencial ganho do relacionamento entre escola e indústria.

Ricardo Hallal Fakury (UFMG) observou que, no Brasil, o investimento em P&D é inferior a 2% do PIB e propôs maior aproximação entre universidades e empresas privadas para o desenvolvimento de estudos relevantes para a sociedade. Joseph G. Burns (Thornton Tomasetti), por sua vez, deu exemplos práticos de sua vivência profissional, concluindo que a inovação é solução e não problema. Outras experiências similares foram relatadas por Siegbert Zanettini (Zanettini Arquitetura), Helmut Schulitz (Schulitz Architeken), Luiz Caggiano Santos (Brafer) e Manoel Santana Cardoso (Capes).

Os Novos Processos de Automação, Tecnologia e BIM, temas diretamente ligados ao futuro da construção civil, também estiveram na pauta, em debate coordenado por Vinicius Morais, da Gerdau e vice-presidente da ABCEM. Para Eduardo Toledo (Poli-USP), coordenador da Comissão de Estudo de Modelagem de Informação da Construção da ABNT, o BIM já é uma realidade no dia a dia da obra. Tese compartilhada por Sérgio Leusin, sóciogerente da GDP, e Ronaldo Martineli, da Medabil, que trouxeram exemplos de aplicação e expuseram as vantagens da modelagem, em especial a segurança e a interoperabilidade da ferramenta.

Sob o tema Parcerias Inteligentes em Múltiplos Andares, o congresso reuniu um time formado por Euclydes Trovato, da Thornton Tomasetti Brasil, Maria Bernadette Sinhorelli, da J/MBS Arquitetura, e Edson Kater, da Odebrecht Realizações (veja entrevista à página 8), para falar de experiências e benefícios relacionados a parcerias entre construtoras, projetistas e fornecedores.

O último dia do congresso foi dedicado ao debate sobre a Conjuntura Político-Econômica do País e a dois painéis, um sobre Estruturas Mistas de Aço e Concreto e outro sobre Análise de Riscos em Contratos, dos quais participaram Antônio Correa de Lacerda (PUC-SP e Macro Sector), Claudio Frischtak (Inter B.), Germano Mendes (UFU), Alexandre Lyra (Vallourec), Sérgio Leite de Andrade (Usiminas) e Alexandre Barcelos (ArcelorMittal).


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