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O futuro do Light Steel Framing no Brasil ABCEM, 10/03/2021

De origem norte-americana e largamente utilizado por países industrializados, o Light Steel Framing ganhou notoriedade após a Segunda Guerra Mundial. No Brasil, apesar de sua chegada tardia, o LSF vem ganhando espaço no mercado de trabalho e já é realidade dos profissionais da construção civil. 

No início do século XIX, com crescimento populacional nos Estados Unidos e a conquista do território americano para a Costa Oeste, buscavam-se métodos de construção civil rápidos e seguros. Assim, com avanço da indústria de aço no país, surgem, a partir de 1810, os primeiros arranjos metálicos que viriam a substituir as estruturas de madeira. 

Leve e resistente às diversas condições climáticas, o modelo Light Steel Framing - que utiliza perfil de aço galvanizado - conquistou empreiteiros em diversos países. Hoje, é utilizado por 84% dos empreiteiros, 90% dos engenheiros e 74% dos arquitetos norte-americanos, segundo a BuildSteel, referência no mundo. 

E no Brasil, como o Light Steel Framing está sendo usado?

Por aqui, o modelo LSF começou a ser empregado no final dos anos 90 e atendia, principalmente, perfis de renda média e alta. Com o passar dos anos, o investimento na produção desses materiais, surgimento de novas empresas e mão de obra especializada, deixaram o modelo mais acessível. 

Atualmente, seu principal uso no Brasil está associado à construção de conjuntos habitacionais, creches, shoppings, escolas, galpões e residências. 

Qual a tendência do Light Steel Framing no Brasil? 

Mesmo com sua chegada tardia na construção civil brasileira, as apostas do setor parecem favoráveis, visto que o LSF está sendo discutido cada vez mais pelos profissionais da área. Deste modo, mesmo que a passos curtos, existe uma procura em se profissionalizar nesse método construtivo, e, assim, colaborar com a divulgação do Light Steel Framing no país. Ainda, dois cenários projetam essa tendência de crescimento no país.

  • Setor aquecido: a construção civil brasileira segue avançando mesmo com as dificuldades apresentadas pela pandemia de Covid19. As estimativas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) preveem crescimento de 4% para o setor. Se confirmar, será o maior em oito anos. Esse aumento de demanda proporciona, também, concorrência entre as empresas e crescimento na produção de matéria-prima utilizada no modelo steel frame. Além disso, verifica-se a necessidade de uma mudança no sistema de construção civil brasileiro, com o desenvolvimento de projetos que atendam padrões de sustentabilidade, redução de custos e otimização de processos, características do LSF.
  • Deficit habitacional: estudos da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a pedidos da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), apontam que o crescimento populacional do país e a geração de novas famílias devem gerar uma demanda de mais de 30 milhões de novos domicílios até 2030. Assim, o déficit habitacional no país incentiva os profissionais do setor a buscarem soluções inovadoras que permitam a produção em série de novas habitações. Nesse caso, o sistema construtivo LSF surge como alternativa.  

Apesar de algumas limitações, é natural que o modelo Light Steel Framing avance pelo país, considerando os benefícios e o crescimento de mão de obra especializada. Quer se qualificar e aprender um pouco mais sobre LSF? A ABCEM promove o curso Básico de Light Steel Framing, de forma online, nos dias 16 e 18 de Março. Essa é a oportunidade de se qualificar, inovar e garantir melhor aproveitamento em seus projetos. 


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