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ABCEM

Estatísticas da Construção Metálica

Relevância e Precauções

  • A estatística dimensiona a representatividade da Associação e atende à demanda para comunicação
  • As informações estatísticas são insumos fundamentais para o planejamento estratégico
  • Sindicatos, associações e seus membros devem tomar extrema cautela quando coletam e disseminam informações comercialmente sensíveis, como preços atuais e futuros, participações de mercado, custos, níveis de produção, planos de crescimento, política de descontos, entre outras (*)
  • As informações não devem permitir a identificação de dados de empresas individuais (*)
(*) Combate a Cartéis em Sindicatos e Associações (2009)
Acesse a Cartilha elaborada pelo Departamento de Proteção e Defesa Econômica, da extinta Secretaria de Direito Econômico - SDE

Estatísticas

A apresentação em anexo contempla informações sobre produção, consumo de aço, comércio exterior, indicando as fontes das informações: ABCEM Estatísticas 2019

Pesquisas de Fabricantes e os dados do IBGE

O Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), contando com o apoio da ABCEM, do INDA e do ICZ, veiculou a edição 2019 (ano base 2018) das trêspesquisas anuais realizadas pela empresa e8 inteligência junto aos fabricantes de estruturas de aço (incluindo torres de transmissão), de telhas de aço e steel deck e de perfis galvanizados destinados à fabricação de drywall e à construção em light steel frame (LSF). Segundo dados da Produção Industrial Anual – PIA Produto pelo IBGE, especificamente em relação às estruturas de aço (incluindo defensas, torres e pórticos), o setor cresceu 10,7% ao ano entre 2005 e 2013, e alcançou dois milhões de toneladas em 2014. Porém, de 2014 para 2016 o setor sofreu queda de 24,2% ao ano, atingindo 1,2 milhão de toneladas. Os dados do IBGE em 2017 estão em revisão e os de 2018 não estão disponíveis. A e8 inteligência aponta no estudo realizado com os fabricantes de estruturas em aço que o setor apresentou queda de 10,8% na sua produção em 2018 na comparação com 2017, atingindo o nível mais baixo desde a primeira edição da pesquisa, em 2011. Destaca ainda que desde 2014 o setor vem sofrendo sucessivas quedas de produção. Quando comparada a de 2014 (pico) com a de 2018, observa-se uma redução de mais de 50%. Somente em 2018 a pesquisa identificou a paralização das atividades de 17 empresas. Os três relatórios abrangem o perfil dos fabricantes (localização, nº colaboradores, porte das empresas, faturamento bruto), produção e capacidade, características da produção, certificação e competitividade, dificuldades e expectativas. Os dados divulgados demonstram novamente que os mercados estudados apresentam grande potencial de crescimento e que enfrentam retração muito por conta da situação político-econômica do Brasil. A carga tributária foi um dos gargalos mais mencionados pelas empresas pesquisadas para o incremento do uso de estruturas em aço no Brasil. Na comparação com sistemas moldados in loco, a estrutura metálica recebe maior incidência de tributação de ICMS. Os resultados obtidos na pesquisa e8 visam contribuir para o dimensionamento do desenvolvimento e identificação das ações necessárias para o fortalecimento do setor da construção industrializada em aço. As pesquisas realizadas em anos anteriores permanecem à disposição dos interessados mas deve ser ressaltado que houve aperfeiçoamentos e ampliação do número de empresas consultadas. Além dos resultados das pesquisas no site no CBCA, estão disponibilizadas as listagens das empresas que autorizaram a divulgação de seus nomes e CNPJ. Lista de Fabricantes de Estruturas de Aço Lista de Fabricantes de Telhas de Aço e Steel Deck Lista de Fabricantes de Perfis Galvanizados para Drywall e Light Steel Frame (LSF)

Destaques nas Pesquisas 2019 (ano base 2018)

1 – Cenário dos Fabricantes de Estruturas de Aço

(incluindo torres de transmissão, solares, eólicas)
  • Participantes (vide listagem): foram elencadas 417 empresas, das quais 41 não quiseram participar, 19 fecharam ou deixaram de produzir, 66 não produzem ou não foram localizadas, 2 sofreram aquisição/fusão. Portanto, a amostra foi constituída por 289 empresas.
  • Localização: todas as regiões do país possuem fabricantes de estruturas. A região Sudeste concentra 57% do total e a região Sul, 26%.
Em termos de produção, a região SE representa 49,3% do total, 31,7% no S, 13,4% no NE, 4,6% no CO, e 1,0% na região N do país.
  • Faturamento Bruto Anual: estimado de 4,5 bilhões de reais. Adotando-se a classificação BNDES, 52% das empresas são de micro e pequeno porte, 47% de médio porte, 1% de grande porte.
  • Utilização da Capacidade: para a produção estimada em 601 mil toneladas e considerando a capacidade de 1,8 milhão de toneladas, o índice de ocupação de 33% é o mais baixo observado nas pesquisas de fabricantes desde 2011/2012. Algumas empresas apresentaram redução na capacidade, encerraram unidades e/ou desativaram maquinário.
  • Porte por quantidade de colaboradores: com 26 mil colaboradores e considerando o critério SEBRAE, 74% das empresas são de micro e pequeno porte, 23% são de médio porte, 3% são de grande porte.
  • Compras: cerca de 90% dos entrevistados adquirem produtos de distribuidores. Algumas empresas de pequeno e médio porte compram direto das produtoras de aço e estocam.
  • Destinação do volume de estruturas produzidas: ▪ Energia elétrica (torres de transmissão, eólica, solar) - 47%; ▪ edificações industriais inclusive centros de distribuição – 22%; ▪ comerciais (escolas, hotéis, escritórios, shoppings) – 17%; ▪ infraestrutura (pontes e passarelas, portos e aeroportos) – 8%; ▪ mineração, P&G, álcool e açúcar – 4%; ▪ residencial – 2%.
  • Gargalos internos: Cerca de 1/3 das empresas pesquisadas declaram não ter gargalos internos que dificultem seu crescimento. As demais destacaram como dificuldades o capital de giro e os processos de fabricação, incluindo a modernização dos equipamentos.
  • Gargalos externos: 45% das empresas apontaram a crise financeira como a maior dificuldade externa para seu crescimento, seguida da instabilidade política de 2018 que foi fator agravante para o baixo volume de obras. 24% das empresas apontaram como dificuldade a tributação, e que também afeta o custo da matéria prima. Não foi expressiva a indicação de baixa cultura ou baixo conhecimento do sistema como fatores limitadores ao crescimento do mercado.
  • Ações de fortalecimento: os fabricantes pesquisados acreditam que para aumentar o uso de estruturas em aço no Brasil é fundamental que haja redução das cargas tributárias. Comparando com sistemas moldados in loco, a estrutura metálica recebe maior incidência de tributação de ICMS devido à industrialização.
Ao mesmo tempo, ações de divulgação para os diferentes atores do setor da construção também são consideradas relevantes para fortalecer e desenvolver o mercado de estruturas em aço.
  • Expectativas: 22% das empresas pesquisada não esperam crescimento para o ano de 2019 mas 25% delas estão bastante otimistas, projetando crescimento superior a 20%.
  • Primeiro ano da pesquisa foi 2012, com ano base 2011.

2 – Cenário dos Fabricantes de Telhas de Aço e Steel Deck

  • Participantes (vide listagem): foram elencadas 147 empresas das quais 28 não produzem ou deixaram de produzir ou não foram localizadas, 17 não responderam. Dessa forma, a amostra foi constituída por 102 empresas.
  • Localização: As regiões SE/S concentram 73% do total de fabricantes de telhas e de steel deck, 14% nas regiões N/NE, 13% no CO.
Em termos de produção, a região SE representa 54,6% do total, 19,6% no CO, 18,0% no S, 5,7% no NE e 2,1% no N.
  • Atividades: 87 empresas produzem somente telha de aço, 3 empresa produzem somente steel deck e 12 fabricam telhas e steel deck.
Telhas trapezoidais e onduladas representam 58% da produção, as telhas termoacústicas 25%, painéis 6%, telhas zipadas 6%, outras 5%.
  • Faturamento Bruto Anual: estimado em 2,7 bilhões de reais. Adotando-se a classificação BNDES, 31% são de pequeno porte, 67% de médio porte, 2% de grande porte.
  • Utilização da Capacidade: para a produção de 419,3 mil toneladas de telhas de aço e steel deck, e considerando a capacidade produtiva de 991,3 mil toneladas, o índice de ocupação de 42% é o mais baixo desde o início das pesquisas. Entretanto, há de se considerar que os fabricantes vêm aumentando sua capacidade produtiva, apostando no crescimento do mercado.
  • Porte por quantidade de colaboradores: com 13,1 mil colaboradores e considerando o critério SEBRAE, 12% das empresas são de microempresas, 50% são de pequeno porte, 32% são de médio porte, 6% são de grande porte.
  • Compras: as bobinas com revestimento em galvalume se destacam e representam quase 2/3 das bobinas adquiridas em 2018 para a fabricação de telhas de aço e steel deck.
  • Destinação: obras industriais inclusive centros de distribuição e comerciais (escolas, hotéis, escritórios, shoppings) são as mais competitivas, devido à rapidez na execução e às necessidades de vãos maiores.
  • Gargalos internos: 24% destacaram como dificuldades o capital de giro e a conjuntura que dificulta o aumento das vendas. Melhorias em gestão e qualificação de mão de obra não se destacaram como itens prioritários.
  • Gargalos externos: A concorrência com o valor do aço importado e/ou não qualificado é o principal fator abordado pelos fabricantes de telhas de aço e steel deck. Segundo os fabricantes, este é o fator que os afeta diretamente o preço e a qualidade, prejudicando o mercado como um todo. Alguns apontam a falta de fiscalização no cumprimento das normas.
  • Ações de Fortalecimento: Os fabricantes pesquisados acreditam que para aumentar o uso de telhas de aço e steel deck no Brasil é fundamental que haja palestras de divulgações dos sistemas e melhorias na tributação dos produtos da construção em aço. Ao mesmo tempo, atuar junto a universidades também é considerado relevante para fortalecer e desenvolver o mercado de coberturas metálicas.
  • Expectativas fabricantes de telhas: mais de 70% dos fabricantes estão esperando crescimento no mercado para 2019. As Regiões Centro-Oeste e Sul são as que se mostram mais otimistas, com 86% dos fabricantes projetando crescimento.
  • Expectativas fabricantes de steel deck: mais conservadores, 45% dos fabricantes acreditam em crescimento.
  • Primeiro ano da pesquisa foi 2013, com ano base 2012.

3 – Cenário dos Fabricantes de Perfis Galvanizados para Drywall e Light Steel Frame (LSF)

  • Participantes: 57 empresas elencadas, 23 não fabricam ou não foram localizadas ou deixaram de produzir; 10 optaram por não participar. Dessa forma, a amostra foi constituída por 24 empresas.
  • Localização: 50% dos fabricantes de LSF estão na região SE e 30% na região Sul.
  • Atividades: Fabricantes de LSF: 1 somente fabrica; 5 fabrica e monta; Fabricantes de LSF e Drywall: 13 somente fabricam; 01 fabrica e monta; 4 somente fabricação de drywall.
  • Faturamento Bruto Anual: estimado em 324 milhões de reais, 54% de grande porte (>R$10 milhões); 8% de médio porte (>R$5 a R$10 milhões); 21% são de pequeno porte (>R$1,5 a R$5 milhões);17% são microempresas (até R$1,5 milhão).
  • Utilização da Capacidade: para a produção de 45,6 mil t de perfis drywall e 14,6 mil t de perfis LSF e considerando a capacidade produtiva de 150,7 mil t de drywall e 54,8 mil t de LSF, o índice de ocupação é de cerca de 30% devido ao não atingimento das expectativas de mercado. Algumas empresas reduziram a quantidade de maquinário, pois relataram não valer a pena manter os gastos com os equipamentos sem utilização.
  • Porte por quantidade de colaboradores: o processo de fabricação envolveu 2,4 mil colaboradores, 34% em empresas com menos do que 20 colaboradores, 12% em empresas de 21 a 40 colaboradores, 54% em empresas com mais de 40 colaboradores.
  • Destinação: 50% da produção de LSF foram destinados a uso residencial, onde tem tido melhor aceitação, e 35% ao comercial.
  • Gargalos Internos: 1/3 das empresas pesquisadas declaram não ter gargalos internos que dificultam o crescimento da empresa. Dentre as dificuldades citadas, o capita lde giro foi o item de maior destaque, citado por pouco mais de 20% do total.
  • Gargalos Externos: a maior dificuldade externa que afeta os fabricantes é a tributação e custo da matéria prima, seguidos de baixa cultura e falta de conhecimento do mercado sobre o sistema.
  • Expectativas: 75% das empresas pesquisadas têm expectativa de crescimento no mercado em 2019. Região Sul mostra-se mais otimista e a maior parte projeta crescimento de 15% a 20%.
  • Primeiro ano da pesquisa foi 2014, com ano base 2013.

Cenário dos Fabricantes do setor de Aço

Confira as Pesquisas de 2019 diretamente pelo site do CBCA. Acesse



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