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Entre brindes, conversas descontraídas e muitas trocas de experiências, a ABCEM promoveu seu tradicional almoço de confraternização de fim de ano. O encontro ocorreu na Praça São Lourenço, em São Paulo, em 27 de novembro, e reuniu associados, lideranças empresariais e representantes do setor em um clima leve, acolhedor e, ao mesmo tempo, estratégico.
Mais do que um momento institucional, o encontro foi uma oportunidade para colocar o papo em dia, fortalecer relacionamentos e refletir, de forma natural, sobre os desafios e avanços da construção metálica no Brasil. Em meio às mesas ocupadas por empresários e executivos, o networking aconteceu de maneira espontânea, com conversas que alternaram entre negócios, mercado, histórias do setor e expectativas para o futuro.
Durante o almoço, as entrevistas realizadas com os associados refletiram exatamente esse espírito: falas francas, próximas e cheias de significado sobre a importância de fazer parte da ABCEM e de caminhar junto em um mercado cada vez mais desafiador.
Para Luiz Sérgio Mariano, gerente comercial da ALUFER S.A. Construções, estar presente no encontro é motivo de orgulho e reforça o vínculo histórico da empresa com a entidade. “A ABCEM é muito representativa. O Sr. Siro Palenga (fundador da Alufer, um dos precursores da estrutura metálica no Brasil,) foi um dos membros fundadores da entidade também, que tem um papel fundamental na divulgação dos nossos produtos e serviços e no fortalecimento da nossa classe de estruturas metálicas. A participação dos fabricantes é extremamente importante para o desenvolvimento do segmento, especialmente para as empresas ligadas à ABCEM.”
Ele também comentou, em clima de conversa, sobre a evolução do mercado e o papel da associação: “Nos últimos anos, houve um crescimento muito significativo do setor de estruturas metálicas. Várias empresas surgiram a partir de dissidências de grandes fabricantes, o que demonstra que o mercado é promissor. Ainda é um segmento um pouco restrito quando comparado a outros sistemas construtivos. Na questão tributária, por exemplo, somos unidos, mas não contamos com isenções como ocorre no concreto. A ABCEM realiza um trabalho forte nessa frente.”
Fábio De Gerone, Vice-presidente de Light Steel Frame da ABCEM e diretor da Santo André Distribuidora, reforçou, de forma didática e próxima, o espírito coletivo da ABCEM. “A associação é fundamental porque permite que o setor avance de forma coletiva. No dia a dia, as empresas competem entre si na disputa por mercado e clientes, o que é natural. No entanto, existem muitos temas que precisam ser enfrentados em conjunto, como o crescimento estruturado do mercado, a definição de normas, a divulgação do produto e a organização do setor. Quando essas ações são feitas individualmente, os resultados são pífios. Quando são feitas de forma associativa, criando normas, divulgando produtos, fazendo feiras e congressos, os ganhos são muito maiores.”
Ele complementou, reforçando o clima de parceria que marcou o almoço. “A ABCEM cumpre esse papel ao promover um ambiente institucional saudável, no qual as empresas se relacionam como pares, compartilham interesses comuns e trabalham juntas para fortalecer o setor. É uma associação madura, bem estruturada, que superou desafios ao longo de sua trajetória e mantém um espírito coletivo muito forte. Esse ambiente favorece o crescimento conjunto das empresas associadas e contribui diretamente para o desenvolvimento da construção metálica no Brasil.”
Já Carlos Ortiz, da Brafer, destacou que encontros como esse ajudam a fortalecer o setor para além dos números. “O setor de estruturas metálicas avançou de forma consistente nos últimos anos, impulsionado pela união dos fabricantes e pela atuação de entidades como a ABCEM. Ainda que desafios estruturais, como a carga tributária e a representatividade institucional, sigam presentes, o mercado demonstra potencial de crescimento e consolidação. A continuidade desse movimento depende do fortalecimento do associativismo e da valorização da história e da contribuição das empresas pioneiras para o desenvolvimento da construção metálica no país.”
Segundo Gil Marques, diretor comercial da Soufer, o ambiente informal do almoço reforça a importância da entidade. “Para nós, estar associado a uma entidade como a ABCEM é fundamental. As entidades setoriais cumprem um papel essencial na defesa dos interesses do segmento de estruturas metálicas, atuando na interface política com o Estado, com a União e também no diálogo com as usinas. Fazer parte desse ambiente institucional fortalece as empresas e dá voz ao setor, especialmente para quem atua diretamente na construção metálica dentro da construção civil.”
Ao final do encontro, o presidente da ABCEM, Horácio Steinmann, bem como o diretor executivo da entidade, Ulysses B. Nunes, e a consultora da entidade, Catia Mac Cord Simões fizeram um breve discurso de agradecimento, em sintonia com o clima de confraternização e reconhecimento coletivo.
Ulysses Barbosa Nunes iniciou sua fala ressaltando as conquistas ao longo dos anos, agradecendo todo o apoio da Dra. Cátia Mac Cord, desde a sua chegada na ABCEM como diretor executivo, até os dias atuais. Falou sobre o sucesso do Construmetal 2025; a reaproximação com as siderúrgicas, a qualificação de mão de obra para o setor, com o curso Arquitetura e Construção: Materiais, Produtos e Aplicações, uma parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, a primeira turma do curso Construtor de Edificações em Light Steel Frame, e também com a primeira pós-graduação em Projetos de Estruturas Metálicas, prevista para 2026. A segunda edição do Modern Construction Show também foi destacada por Ulysses.
Já Renato Cordeiro, head de Portfólio na Francal Feiras e Evento, falou do da parceria com a ABCEM, destacando a importância do Modern, único evento voltado à construção industrializada que reúne diferentes sistemas construtivos, conectando todos os profissionais e empresas do setor.
Na sequencia, o presidente da ABCEM fez um breve discurso. “Este foi um ano positivo para a ABCEM. Os resultados financeiros não foram expressivos, mas conseguimos encerrar o período com um saldo positivo, o que mostra responsabilidade e cuidado com a gestão da Associação. Mais do que números, isso reflete o apoio e a confiança dos nossos associados”.
“Agradeço a presença de todos vocês aqui hoje. Esses momentos de encontro, conversa e convivência são fundamentais para manter a ABCEM viva e forte. Peço que sigam conosco, participando, fortalecendo a Associação e acreditando nesse trabalho coletivo”.
“Temos buscado sempre o melhor para o nosso setor, construindo um ambiente institucional sólido, transparente e alinhado aos interesses da construção metálica. O simples fato de estarmos juntos, com o perfil e a qualidade das empresas que compõem a ABCEM, já é algo extremamente valioso”.
“Quero agradecer especialmente ao nosso vice-presidente Fábio, ao Ulysses e à Cátia, que caminham junto conosco na condução da entidade. Seguimos buscando sempre o melhor para o nosso setor e para as empresas associadas. Muito obrigado a todos, e que possamos continuar juntos no próximo ano”, encerrou Horácio Steinmann.
Ano de 2025 é marcado por resiliência, desafios e nichos de crescimento
Durante o almoço de confraternização da ABCEM, os associados também compartilharam suas avaliações sobre o desempenho do setor em 2025, um ano marcado por incertezas econômicas, juros elevados e desafios estruturais, mas também por resiliência e identificação de oportunidades.
Carlos Ortiz, da Brafer (primeiro à esquerda) avaliou o período como desafiador, porém com avanços importantes: “Em 2025, vivemos um ano bastante difícil, especialmente para o setor industrial. Houve muitos desafios e incertezas, mas estamos encerrando o ano em uma condição melhor do que a que iniciamos. Isso aconteceu porque identificamos segmentos que apresentaram crescimento ao longo do período.”
Ele destacou ainda mercados que ajudaram a compensar a retração industrial: “Observamos oportunidades relevantes em áreas como a construção comercial, edifícios e, principalmente, data centers. Esses mercados ajudaram a compensar a retração da indústria e mostraram que sempre existe algum segmento com bom desempenho. Encontrar essas alternativas foi essencial para atravessar o ano de forma mais positiva.”
Já Gil Marques, da Soufer, ressaltou a resiliência da construção metálica dentro do contexto macroeconômico: “Em 2025, vivenciamos um cenário de freio econômico, muito influenciado pelas altas taxas de juros. Atuamos no Grupo Soufer em diversos setores e portfólios, e foi possível perceber quedas mais acentuadas em outras áreas. No entanto, no segmento de construção civil com estruturas metálicas, apesar de não termos registrado um crescimento expressivo, foi o setor que menos sentiu os impactos. Mantivemos um posicionamento firme, com a operação estável, backlog consistente e praticamente sem oscilações ao longo do ano.”
“Esse desempenho acabou se destacando positivamente quando comparado a outros setores da economia. Houve manutenção das atividades e, em alguns casos, até oportunidades pontuais de crescimento, o que reforça a resiliência do mercado de estruturas metálica”, explica Gil.
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