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ABCEM marca presença em workshop sobre proteção passiva contra incêndio em estruturas metálicas ABCEM, 25/04/2026

 

A Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) teve participação de destaque no Workshop de Proteção Passiva Contra Incêndio em Estruturas Metálicas, realizado no dia 18 de março, na Casa Dexco, em São Paulo.

Representada pelo diretor executivo, Ulysses Barbosa Nunes, como mediador do encontro, e pelo presidente da entidade, Horácio Steinmann, como participante, a ABCEM reforçou seu papel na promoção de debates técnicos e na integração dos diferentes elos da cadeia da construção metálica.

O evento, promovido pela CKC e pela Sherwin-Williams, reuniu especialistas, indústria, entidades técnicas e representantes do setor público para discutir soluções voltadas à segurança contra incêndio e ao desempenho das estruturas em aço.

 

 

À frente da mediação, Ulysses Barbosa Nunes, diretor executivo da ABCEM, conduziu os debates entre especialistas e destacou o alinhamento crescente do setor em torno de temas fundamentais como segurança, desempenho e conformidade normativa.

“O workshop evidenciou o alinhamento do setor quanto à importância da segurança e do desempenho das soluções. O evento reuniu diferentes elos da cadeia, com destaque para o Corpo de Bombeiros, que reforçou o cumprimento das Instruções Técnicas (ITs), e para o IPT, que ressaltou seu papel na coordenação das normas da ABNT. A indústria, por sua vez, destacou a importância da qualidade dos produtos associada às normas de desempenho.”

O diretor também destacou os principais pontos levantados pelo público durante o encontro: “As principais dúvidas estiveram relacionadas à interpretação das normas, à comprovação de desempenho e à qualidade da execução em obra, aspectos fundamentais para garantir a segurança das edificações.”

Como legado, Ulysses Barbosa destaca a importância da atuação integrada entre os diferentes agentes do setor: “O encontro reforçou a necessidade de integração entre regulação, normalização técnica, qualidade dos produtos e capacitação, como caminho para elevar o nível de segurança e maturidade do setor.”
 

 

Durante o encontro, representantes do Corpo de Bombeiros reforçaram a necessidade do cumprimento das Instruções Técnicas (ITs), enquanto o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) destacou seu papel na coordenação das normas da ABNT. Já a indústria trouxe à discussão a importância da qualidade dos produtos associada ao desempenho exigido em projeto.

As principais dúvidas do público estiveram relacionadas à interpretação das normas, à comprovação de desempenho e à qualidade da execução em obra — pontos considerados críticos para garantir a segurança das edificações.

Para o presidente da ABCEM, Horácio Steinmann, iniciativas como essa são essenciais para o avanço técnico e institucional do setor. “Workshops como este criam um ambiente qualificado de troca de conhecimento, atualização técnica e alinhamento entre os diferentes agentes. Além disso, contribuem para difundir inovação, elevar padrões de qualidade e aproximar o Brasil das melhores práticas internacionais.”

O presidente também destacou a crescente relevância do tema segurança contra incêndio no contexto da construção metálica: “Esse protagonismo é extremamente positivo. A segurança contra incêndio é um tema essencial e, no caso do aço, exige soluções técnicas específicas, como a proteção passiva e projetos bem dimensionados. Isso aumenta a confiabilidade, a competitividade e a aceitação das estruturas metálicas no mercado.”

A atuação da ABCEM na promoção de boas práticas e disseminação de conhecimento foi outro ponto ressaltado pelo presidente Horácio: “A associação promove capacitação contínua por meio de publicações, guias técnicos, cursos e eventos, além de apoiar o desenvolvimento normativo. Também atuamos conectando indústria, projetistas e academia, garantindo que o conhecimento técnico seja disseminado de forma consistente.”

Segundo Steinmann, a integração entre os diferentes agentes é fundamental para a evolução do setor: “Quando indústria, projetistas e entidades trabalham de forma conectada, o setor ganha em produtividade, inovação e qualidade, além de fortalecer sua representatividade institucional.”

Já para Rogério Lin, diretor da CKC do Brasil e representante da Associação Brasileira de Proteção Passiva Contra Incêndio (ABPP), o tema é central para a segurança das edificações em aço.

“O workshop abordou proteção passiva de estruturas metálicas, em situação de incêndio. Então, é um tema que tem tudo a ver com a ABCEM porque a ABCEM é uma entidade que leva muito a sério a questão da segurança, e uma das seguranças é contra incêndio que é a nossa especialidade. O nosso objetivo foi trazer a proteção passiva de estruturas metálicas em situação de incêndio, um tema diretamente ligado à segurança, que é uma das principais preocupações do setor. Estruturas podem colapsar quando não possuem proteção térmica adequada. Essa proteção pode ser feita de diferentes formas, como argamassa projetada, placas de silicato de cálcio e revestimentos intumescentes, que abordamos com mais ênfase, que são as soluções da Sherwin Williams.

Lin destacou que o mercado brasileiro vinha em evolução, mas chama atenção para um cenário recente que exige cuidado: “O nível de maturidade do mercado brasileiro estava em ascensão. No entanto, nos últimos tempos surgiram produtos sem certificação e sem comprovação efetiva de desempenho, que passaram a ser utilizados de forma ampla. Isso gera uma grande preocupação, pois não há garantia de que esses sistemas realmente funcionem em situação de incêndio.”

Em relação à execução, Lin aponta falhas recorrentes que comprometem o desempenho dos sistemas: “Os erros mais comuns estão relacionados à aplicação por profissionais não qualificados, escolha incorreta de produtos, uso de sistemas anticorrosivos incompatíveis com o revestimento intumescente, além da não aplicação da espessura correta. Muitas vezes, não é realizado o dimensionamento adequado, que é essencial para definir a quantidade de material necessária para cada perfil estrutural. Também é comum a falta de controle da espessura, tanto na aplicação quanto após a secagem, e a ausência do top coat, que é parte fundamental do sistema.”

Ele reforça ainda que a proteção passiva precisa ser encarada como investimento: “A proteção passiva sempre foi vista como custo, e não como investimento em segurança. Isso acontece porque não é comum ver edificações colapsando todos os dias, mas esses eventos existem, tanto em estruturas metálicas quanto em concreto e madeira.”

Lin também trouxe exemplos reais que evidenciam a importância da proteção: “Existem casos de estruturas sem proteção que colapsaram, como um edifício em Teerã. Por outro lado, há exemplos de estruturas protegidas que salvaram vidas, como o World Trade Center, que resistiu por um período significativo antes do colapso, permitindo a evacuação.”

Lin também citou o caso do edifício WTC 7. “O edifício foi atingido por detritos após o colapso das torres e permaneceu em incêndio por cerca de seis horas antes de colapsar. Normalmente, o dimensionamento é feito para resistir entre duas e três horas, o que demonstra a relevância do desempenho dos sistemas de proteção.”

Sobre a base normativa, ele destaca que o Brasil já possui diretrizes consolidadas: “As principais normas técnicas já existem, como a NBR 14.432, a NBR 14.323 e a NBR 17.144 – parte 4, que trata das proteções. Além disso, regulamentações como a IT 08 do Corpo de Bombeiros de São Paulo estabelecem os critérios de resistência ao fogo e dimensionamento das estruturas.”

Como principal legado, o workshop reforçou a necessidade de avanço contínuo em temas como desempenho, normalização técnica, qualidade de produtos e capacitação profissional.

A ABCEM segue ampliando sua atuação nessas frentes, acompanhando as demandas do mercado e os avanços tecnológicos, sempre com foco na segurança e na qualidade das construções metálicas. “Nosso objetivo é garantir que o setor evolua de forma estruturada, com base em desempenho, inovação e segurança”, conclui o presidente.

Por: Dayse Oliveira


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