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Aço contribui com estímulo à criatividade e à interação na Escola Pueri Domus de Perdizes ABCEM, 31/03/2021

A evolução tecnológica e a forma como crianças e adolescentes consomem conteúdo gerou a necessidade de espaços adaptados a novas metodologias de ensino. Dentro desse contexto, foi inaugurada em 2020 a unidade da escola bilíngue Pueri Domus, em Perdizes (SP), com o uso de estruturas metálicas nos blocos A,B e átrio central. O design se destaca pela cúpula que cobre um átrio central, unindo as duas alas do edifício. Essa cúpula permite a entrada de luz natural e a visão para o exterior, criando um ambiente acolhedor e propício para a interação.

O projeto do estúdio global de arquitetura e design Perkins&Will tem como inspiração principal a experiência de bem-estar e o incentivo à integração como ferramentas para fomentar a criatividade e favorecer o foco e o aprendizado.

“O nosso projeto alcança esse objetivo por meio de espaços que promovem bem-estar e acolhimento, incentivam a interação e exercitam o foco”, explica o arquiteto Douglas Tolaine, Design Principal do estúdio da Perkins&Will em São Paulo. A edificação é formada por duas “asas”, conectadas por um átrio central, onde uma grande arquibancada recebe alunos, funcionários e pais. “É onde tudo acontece. Ali as pessoas se encontram, interagem, trocam experiências e informações ou até mesmo estudam ou brincam nos intervalos”, conta Douglas. 

O destaque do design é a cúpula que cobre o átrio. “Ela permite a entrada de luz natural e a visão para a rua, ao mesmo tempo em que dará privacidade e protegerá da incidência solar, criando um espaço agradável e acolhedor”, explica. “À noite, ela será uma grande cúpula iluminada”.

De acordo com a RFM Construtora, o uso da estrutura metálica foi fundamental para o cumprimento dos prazos da obra, que foi executada em 10 meses, o que seria inviável se o material predominante fosse concreto armado. Foram utilizadas 510 toneladas de perfis (laminados padrão Gerdau ASTM 572 - grau 50, perfis laminados planos em aço ASTM A-36 e parafusos galvanizados por imersão à quente ASTM A-325) e 8.300m² de Steel Deck.
 
Além da agilidade na execução da obra, o projeto em aço proporcionou uma arquitetura arrojada e ao mesmo tempo leve.

A construtora afirma ainda que nesta obra foram utilizadas tecnologias que fizeram a diferença quanto ao prazo de execução. Para agilizar o processo das fundações, sapatas pré-moldadas desenvolvidas pela engenharia; manta EVA para cobertura no átrio central; contrapiso autonivelante e com manta acústica nas salas de aula; impermeabilização externa de poliuréia em 100%; fachada frontal tipo Silicone Glazing; tela tensionada para acabamento da fachada frontal e brises tipo Arkowood.
 
O aclive do terreno extremamente acentuado, com 22 metros em alguns trechos, demandando grande investimento nas contenções e remoção de terra postergando o início da estrutura); a logística, por estar em área de ZMRC, com uma das faces da obra para a Avenida Sumaré, com faixa de ônibus; e a remoção de cerca de 35.000m³ de terra em aclive foram as principais dificuldades encontradas e vencidas pela construtora. 

Ainda segundo a RFM, a empresa Elemont foi contratada para elaboração do projeto estrutural, fornecimento e instalação da estrutura. Em função das dificuldades do terreno extremamente íngreme foram adotadas estratégias para ganhar tempo enquanto as contenções estavam sendo executadas.

As sapatas pré-moldadas foram fabricadas fora de São Paulo e trazidas para a obra em carretas. Com isso, no mesmo dia em que a área da fundação era liberada as sapatas eram instaladas liberando a montagem dos primeiros pilares da estrutura metálica.  Já a aplicação da pintura intumescente e pintura PU foram realizadas fora do canteiro de obra, com isso eliminou-se uma etapa que ocorreria após a montagem da estrutura, proporcionando um ganho no prazo.

A exemplo do projeto da Perkins&Will na unidade Itaim Bibi, as salas de aula do Pueri Domus Perdizes têm divisórias de vidro transparente. “A ideia é que os alunos se acostumem ao movimento nos corredores durante as aulas. É uma forma de ensiná-los a ter foco em um cenário repleto de estímulos como redes sociais e dispositivos eletrônicos”, explica o arquiteto Douglas Tolaine. O projeto ainda tem lounges para momentos de relaxamento e learningplaces – nichos onde os alunos podem se concentrar durante os tempos livres. Fundamental para estimular a criatividade, a concentração e os relacionamentos, o bem-estar é peça-chave do projeto, que usa o Design Biofílico para proporcionar uma experiência de aprendizado ainda mais eficiente. 

Tolaine afirma ainda que a escola tem uma floresta de bolso, um pequeno bosque com árvores nativas, criado pela Cardim Arquitetura Paisagística. “A presença do verde vai melhorar a questão térmica e proporcionar uma experiência de mais contato com a natureza”. “O bosque ainda agregará valor ao entorno, enriquecendo a paisagem e transmitindo esse bem-estar também para a comunidade da região”. A vizinhança, inclusive, também foi considerada no projeto do prédio, que tem formatação horizontal para não prejudicar a vista das residências existentes.

A escola foi construída em tempo recorde de 11 meses, o que foi possível graças ao uso da estrutura metálica. A solução ainda permitiu a criação de vãos maiores, favorecendo ainda mais a entrada de ventilação e luz natural. Os brises de madeira também colaboram com esse objetivo, além de dar à fachada um visual moderno e de destaque na região.

Imagens: RFM Construtora/Renato Navarro


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