A EMTEC segue avançando na obra da nova planta industrial da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, em Maringá (PR), um empreendimento voltado à preparação de sementes de soja e ao processo de esmagamento para produção de óleo e farelo, com extração contínua e capacidade de 6.000 MTPD de soja laminada.
O projeto contempla o desenvolvimento completo das estruturas metálicas, incluindo projeto básico, detalhamento, fabricação e montagem, totalizando mais de 2.200 toneladas de aço sob responsabilidade da EMTEC. As estruturas são predominantemente metálicas, com apoios pontuais em concreto para equipamentos específicos.
A concepção do projeto foi realizada em conjunto com a DESMET, com forte integração entre disciplinas como estruturas metálicas, mecânica, tubulações, elétrica e segurança. Todo o desenvolvimento geométrico e de lançamento estrutural foi conduzido em ambiente BIM, utilizando o software Tekla e modelos 3D, permitindo a compatibilização completa entre as áreas envolvidas.
O volume de aço empregado — cerca de 2.200 toneladas — representa um elemento crítico para o avanço do empreendimento, uma vez que está diretamente ligado à liberação das frentes de montagem dos equipamentos. Nesse contexto, o planejamento da fabricação e da logística torna-se determinante para evitar descontinuidades no campo.
Com área aproximada de 4.500 m² em planta nos prédios do escopo da EMTEC, o projeto envolve diferentes tipologias estruturais, como perfis laminados, soldados e dobrados, além de chapas, grades galvanizadas e telhas metálicas. Por se tratar de uma torre de processo industrial, o indicador mais relevante está na tonelagem fornecida e montada, mais do que na área construída.
Segundo a EMTEC, entre os principais desafios enfrentados até o momento, destaca-se a complexidade da compatibilização entre disciplinas, aliada a um cronograma bastante exigente. “A compatibilização entre as disciplinas se revelou como uma das etapas mais desafiadoras devido ao grande volume de interfaces e revisões, mas também uma das mais importantes para o sucesso do projeto. O cronograma é bastante desafiador e exigiu que etapas iniciais fossem conduzidas de forma paralela, com revisões contínuas em prazo recorde para viabilizar o início da fabricação dentro do acordado.”
Outro ponto crítico apontado pela empresa esteve relacionado tanto à engenharia quanto à execução em campo, exigindo soluções específicas para manter o ritmo do projeto. “As atividades de engenharia foram o maior desafio até o momento, demandando forte atuação integrada entre as disciplinas para garantir a compatibilização completa no menor prazo. No campo, enfrentamos limitações de acesso para guindastes, solucionadas com um planejamento de montagem detalhado, incluindo sequenciamento desde o projeto e fabricação até a montagem, otimizando recursos e atendendo às necessidades do empreendimento.”
Atualmente, a obra apresenta evolução consistente, com avanço simultâneo nas etapas de engenharia, fabricação e montagem. “No momento, a engenharia básica está concluída e o detalhamento das estruturas metálicas encontra-se bastante avançado. As etapas de fabricação e montagem seguem dentro das expectativas, com previsão de conclusão no segundo semestre deste ano.”
A fabricação está sendo realizada na unidade da EMTEC em Bady Bassitt (SP), com planejamento orientado pelas demandas de montagem. No canteiro, as atividades estão organizadas em duas frentes principais: o Prédio da Preparação e o Prédio da Extração, considerando a configuração das estruturas e os acessos disponíveis.
O projeto mobiliza atualmente cerca de 320 colaboradores, distribuídos entre engenharia, gestão, fábrica e obra, podendo atingir um volume maior no pico das atividades. A capacidade produtiva direcionada ao empreendimento varia entre 250 e 400 toneladas por mês, conforme a demanda das frentes de montagem.
Entre os marcos já alcançados estão a conclusão da compatibilização da engenharia, a aquisição da matéria-prima e o início ágil da fabricação e da montagem, sempre em conformidade com as normas vigentes e os requisitos do cliente.
Com prazo total de 320 dias para o escopo da EMTEC, o projeto prevê como próximos marcos a entrega das nove áreas que compõem o empreendimento, sendo dois prédios principais e sete áreas complementares.
A obra reforça a importância da engenharia integrada e da coordenação multidisciplinar em projetos industriais de grande porte, consolidando a atuação da EMTEC em soluções completas e de alta complexidade.
Por: Dayse Oliveira I Imagens: EMTEC