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Construa Brasil lança curso inédito e reforça agenda de industrialização da construção civil ABCEM, 14/05/2026

Construa Brasil lança curso inédito e reforça agenda de industrialização da construção civil


Da esquerda para a direita: Thaíse Dutra, Paulo Eduardo Fonseca de Campos, Paulo Muller e Laura Marcellini.

 

O projeto Construa Brasil ganhou destaque durante a FEICON 2026, realizada entre os dias 7 e 10 de abril, no São Paulo Expo, ao anunciar, durante o Seminário ABRAMAT, o lançamento do primeiro curso EAD gratuito voltado aos fundamentos da construção industrializada.

A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), representa um avanço importante na estratégia de modernização do setor, estruturada em três pilares: desburocratização, digitalização e industrialização.

O novo curso, desenvolvido em parceria com especialistas e entidades da cadeia produtiva, tem como objetivo disseminar conhecimento técnico e ampliar a adoção de métodos construtivos mais eficientes no país.

Durante a apresentação, a coordenadora-geral na Secretaria de Desenvolvimento Industrial do MDIC, Thaíse Dutra, destacou o impacto da iniciativa.

“Estamos lançando o primeiro curso sobre os fundamentos da construção industrializada. Ele foi desenvolvido para aumentar a competitividade e gerar impacto direto na produtividade.”

Disponibilizado por meio da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), o curso integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à qualificação profissional e à transformação tecnológica do setor.

Durante o encontro, Thaíse Dutra contextualizou o Construa Brasil dentro da política industrial do país.

“Hoje, temos uma política industrial chamada Nova Indústria Brasil.”

Segundo ela, o setor da construção civil ocupa posição de destaque nesse cenário.

“A construção civil foi o setor com maior volume de investimentos, alcançando R$ 1,3 trilhão”, destacou a gestora.

A coordenadora também chamou atenção para o papel do poder público como indutor de mudanças, destacando que os governos são atualmente os maiores demandantes de obras.

Entre os avanços apresentados, destacam-se as ações de simplificação regulatória em municípios brasileiros. A partir de guias orientativos e parcerias institucionais, o programa tem contribuído para acelerar processos.

De acordo com Thaíse Dutra, houve redução de 180 para 30 dias no prazo para emissão de alvarás de construção. Além disso, o uso do BIM (Building Information Modeling) segue como um dos principais vetores de digitalização, com forte adesão às iniciativas de capacitação.

“Os cursos BIM são os mais acessados da plataforma da ENAP, com mais de 70 mil inscrições”, afirmou.

Responsável pela estruturação do curso, o professor Paulo Eduardo Fonseca de Campos destacou o significado do lançamento para o setor.

“Esse lançamento do curso EAD de construção industrializada é o primeiro passo, a primeira apresentação pública de um trabalho que vem sendo desenvolvido há algum tempo.”

Com mais de quatro décadas de atuação na área, o especialista ressaltou a importância do momento para a consolidação do tema no país.

“É uma satisfação olhar este momento e ver que a construção industrializada passa a se tornar uma realidade e deixa de ser apenas um sonho.”

O professor também chamou atenção para a abordagem do curso, que trata a industrialização não como substituição, mas como alternativa estratégica.

“Não é uma transição, mas uma alternativa e uma escolha a ser feita pelas empresas.”

Segundo ele, a proposta é ampliar a compreensão do setor sobre o tema, promovendo uma visão abrangente e alinhada às demandas contemporâneas.

“A construção industrializada representa qualidade, produtividade e redução de desperdícios, especialmente no contexto de uma construção sustentável.”

O curso faz parte de uma estratégia mais ampla, que envolve também a formação de profissionais e a disseminação de conhecimento técnico. Entre os objetivos estão a qualificação de gestores públicos e privados, engenheiros, arquitetos e estudantes, além da criação de uma linguagem comum para o setor.

“É fundamental estabelecer uma comunicação mais eficiente entre os agentes, com conceitos claros e compartilhados”, destacou o professor.

Já para Paulo Muller, gerente do projeto pela Recepeti, o Construa Brasil atravessou diferentes ciclos — incluindo a pandemia e mudanças de governo — e se manteve ativo e fortalecido, o que demonstra sua relevância e consistência.

“Hoje, chegamos a um momento de amadurecimento, com novas frentes em curso e uma base estruturada para ampliar ainda mais o impacto no setor.”

A capacitação está estruturada em cinco módulos, abordando desde fundamentos até métodos construtivos, planejamento, produção e diretrizes para contratação.

 

O encontro contou com a presença de lideranças das entidades que participaram da elaboração do Construa Brasil. O primeiro à direita é Ulysses B. Nunes, diretor executivo da ABCEM.

A participação da ABCEM no programa Construa Brasil, desde seu início, reforça o importante papel da construção metálica e dos sistemas industrializados no avanço da produtividade e na modernização da construção civil brasileira, além de evidenciar a importância da atuação conjunta entre governo e setor produtivo.

 

Por: Dayse Oliveira | Imagem: Divulgação ABRAMAT

 


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