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Construção metálica tem presença marcante no maior acelerador de partículas da América Latina ABCEM, 19/08/2020

No projeto Sírius, os elétrons são acelerados bem próximos à velocidade da luz

A geometria do prédio do Laboratório Sirius, em Campinas (SP) é resultado da disposição das linhas de luz, são 40 linhas, seis das quais longas, com comprimento de 100 a 150metros.Por possuir uma geometria circular, semelhante a um “donut”, o Projeto Siriusexigiu uma precisão fora do comum, mesmo se tratando de construção metálica.

De acordo com a Medabil, associada à ABCEM, a estrutura principal é 100% customizada, não existindo peças iguais na obra. Já que todas as peças ficam em ângulo tendo cada uma, um raio diferente.

Devido ao formato da obra, o raio de curvatura das peças deveria ser perfeitamente alinhado, pois, ainda existe uma ponte rolante circulando internamente.

Outra questão apontada pela Medabil foi a operação realizada no laboratório, que em funcionamento, os cientistas aceleram os elétrons bem próximo à velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Para evitar que a estrutura metálica vibrasse, a empresa pensou uma solução com aparelhos de apoio, desenvolvida junto a profissionais da USP, garantido o perfeito funcionamento deste equipamento de altíssima precisão sem prejudicar a estrutura da edificação. O grande desafio foi a geometria da obra e a precisão na execução do trabalho em todas as fases (projeto, fabricação e montagem).

A Medabil destaca que, devido às suas características únicas, a equipe de engenharia e inovação da empresa manteve contato constante com físicos, cientistas e professores para viabilizar o projeto, atendendo às necessidades operacionais do laboratório, porém sempre visando respeitar à concepção proposta pela arquitetura. De acordo com a empresa o resultado foi uma troca de experiências surpreendente e sem este espirito colaborativo o projeto dificilmente sairia do papel.

O prédio principal possui quatro pavimentos, com formato predominantemente circular, resultado da geometria do acelerador principal, onde os elétrons são armazenados e a luz síncrotron é produzida. São 68.000m², onde foram utilizadas aproximadamente 3.000 toneladas de aço.

A grande vantagem do uso de estruturas metálicas na construção foi a necessidade de vãos livres grandes e precisão milimétrica para execução dos raios e curvaturas das peças.
As lajes foram concebidas em concreto moldado “in locu”. A estrutura metálica nasce acima da estrutura de concreto, e foi composta 80% por vigas “I”, soldadas com aço de alta resistência (FY=350Mpa) e 20% por terças de perfil dobrado com aço de alta resistência (FY=350Mpa). Além da cobertura, existe uma ponte rolante e diversas passarelas e pipe racks metálicos.

A obra foi toda detalhada pelas equipes de engenharia da Medabil, em Nova Bassano e Chapecó. As peças foram fabricadas em todas as unidades da empresa e entregues no canteiro para montagem, sendo toda obra montada “in locu” aparafusada.

Ficha técnica

Nome: Projeto Sirius
Local: Campinas, SP
Área construída: 68000m²
Arquitetura: Paulo Bruna e Pedro Bruna
Equipe: Joan Font, Camila Schmidt, Ana Carolina Bertassoni, Ana Beatriz Barros,DayaneGusso Miranda, Felipe Pujol, Elnei Tavares, Gabriela Sendyk, Katia Vieira 
Construção: Racional Engenharia
Projeto Estrutural: Medabil refez a engenharia


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