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Consumo de aço da América Latina reflete recuperação econômica da região no encerramento do ano Alacero, 12/02/2021

A América Latina continua mostrando sinais de recuperação econômica, embora o desempenho seja desigual entre os países da região. O objetivo da indústria siderúrgica é continuar atendendo a demanda em cada país. Nesse cenário, a produção total de aço cru de 2020 foi de 55,6 milhões de toneladas (Mt), o que representa uma queda de 8,4% em comparação com o total em 2019. Isso é similar aos resultados mundiais, que registraram, sem levar em conta a China, uma redução de 7,7%, para 822 Mt. A siderurgia chinesa, por sua vez, registrou uma produção de 1,053 bilhão de toneladas, equivalente a um crescimento de 5,2%.

Na América Latina, o Chile foi o país com o melhor desempenho, com 1,2 Mt e um aumento de 2,1%; no outro extremo ficou o Peru, com uma redução de 40,6%, para 732 mil toneladas.

A produção total de aço laminado caiu 9,7%, atingindo 46,3 Mt, similar à produção de 2003 e longe do melhor desempenho, em 2013, de 57,5 Mt. A queda maior de produção de laminados para as principais economias em porcentagem foi registrada na Argentina, com -18,8% (total de 3,5 Mt em 2020), e em volume no México com uma queda de -1,7 Mt (-9,9% e volume de 15,8 Mt). Como referência, o Brasil fechou com -3,7% (21,7 Mt).

O consumo de aço reflete a melhora da economia regional, tendo registrado em novembro de 2020 um aumento para 5,5 Mt, mais 6% em comparação com o mesmo mês do ano passado – não havia um mês com números assim desde outubro de 2019. Estima-se que este desempenho poderá ser mantido durante o primeiro trimestre de 2021. Em novembro de 2020, a participação das importações no consumo caiu e a expectativa é que o consumo regional volte a crescer, com o déficit comercial controlado. Em novembro, a balança comercial acumulada registrou um déficit 13,5% menor do que nos primeiros 11 meses de 2019 (-12,4 mil t).

A Associação Latino-americana do Aço (Alacero) quer adiantar alguns resultados de uma nova pesquisa realizada pelo Professor Dr. Germano Mendes de Paula, que será divulgada em breve. O estudo alerta para os riscos das diferenças competitivas da Argentina, do Brasil, da Colômbia e do México com países da Ásia como Coreia do Sul, Índia, Vietnã e, principalmente, a China. Chama a atenção também para o risco que isso representa para a cadeia de valor metalmecânica da indústria do aço na América Latina. O documento, intitulado “Assimetrias Competitivas, Desindustrialização, Cadeia e Indústria do Aço”, mostra como essas diferenças em variáveis de competitividade como tributação, educação, logística e financiamento estão minando o futuro da indústria siderúrgica na região. Nesse contexto de grandes assimetrias competitivas, a defesa da cadeia metalmecânica e da indústria do aço da América Latina é fundamental para manter atividades que têm elevados níveis de encadeamento e de geração de empregos de alta qualidade.

“Em 2019, de acordo com informações proporcionadas pela pesquisa mencionada sobre o impacto das importações de aço diretas e indiretas da China, a continuidade da perda de empregos na cadeia metalmecânica da América Latina decorrente da desindustrialização é um tema que devemos considerar crítico. A Alacero chama a fortalecer a recuperação econômica por meio da promoção do investimento privado e estrangeiro, da redução do custo país em aspectos como impostos e logística, do estímulo à infraestrutura e do fortalecimento da cadeia de valor metalmecânica, o que deverá reduzir as assimetrias competitivas existentes”, disse Francisco Leal, Diretor-Geral da Alacero.

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