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Futuro da construção é discutido no 91º Enic Uanderson Fernandes/CBIC, 06/06/2019

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) promoveu de 15 a 17 de maio, no Windsor Expo Convention Center Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC). Oevento contou com palestras, debates e outras atividades, reunindo toda a cadeia produtiva do setor, especialistas, estudantes, autoridades e representantes de entidades.

Para o presidente da ABCEM, Marino Garofani, eventos como o ENIC, são oportunidade de mostrar a união de toda cadeia produtividade da Construção Civil. “É muito importante participarmos, levando nossa contribuição nesse momento de escassez de obras e contratos, para que haja uma movimentação, visando alavancar o setor. A Construção Civil é um dos segmentos que mais gera empregos e contribui para o Produto Interno Bruto (PIB). Esperamos que o governo atual consiga o mais rápido possível alavancar a economia do País”.

Já Catia Mac Cord Simões Coelho, consultora da ABCEM, afirma que o ENIC 91 ofereceu excelentes oportunidades de conhecimento e de relacionamento. “Observamos a habilidade de José Carlos Martins, presidente da CBIC,na cobrança aos congressistas e aos ministros, o que deixou a sensação de que sempre vale a pena lutar por uma sociedade mais justa através das entidades civis. O ENIC 91 deixou a sensação de que dias melhores virão”, destacou.

Marcaram presença no Encontro, autoridades federais e estaduais, dentre as quais: o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, ministro da Economia, Paulo Guedes, presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Douglas Alencar Rodrigues, presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, deputado federal Aguinaldo Ribeiro, entre outras.

Na oportunidade, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, criticou o excesso de burocracia que atinge vários setores do mercado, sem distinção e exaltou o empenho do governo federal para a busca de aprovação no Congresso Nacional para o projeto de reforma da Previdência. Martins reconheceu, entretanto, que o processo não é simples, mas é o principal projeto para a retomada econômica do país.

Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o setor empresarial é a locomotiva do Brasil, mas ainda tem um comportamento tímido diante das pautas necessárias para o desenvolvimento do país. Ele reforçou o convite para que os empresários do setor se articulem e pressionem o Congresso Nacional a aprovar temas importantes para o país, como a reforma da Previdência.

A desburocratização e simplificação do ambiente de negócios no Brasil é uma das prioridades do governo apontadas pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni.

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou que o crescimento dos últimos oito anos foi de apenas 0,5% ao ano e que não se preocupa com a queda das expectativas porque as providências para a economia responder estão em andamento. Se forem aprovadas pelo Congresso em mais dois meses, as perspectivas são ótimas, garantidas por economia fiscal para os próximos vinte anos estimulando investimentos. Ele chamou a atenção de que a taxa de desemprego é o dobro entre os jovens e que o primeiro emprego está acontecendo aos 28 anos. Garantiu que o processo de descentralização está em andamento e que os bons programas sociais permanecerão.

Segundo o secretário nacional da Habitação, Celso Matsuda, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) está mantido. Ele confirmou que está em estudo um novo programa habitacional a ser implantado de forma gradual.

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, há a necessidade de recuperar investimentos para aumentar a expectativa do setor produtivo. “Os poucos recursos que o governo tem hoje são consumidos pelas despesas obrigatórias. É essencial que seja feita uma reorganização das contas públicas para poder investir e atrair capital, especialmente o estrangeiro”, pontuou. Além do corte de gastos, ele também defendeu que o Estado precisa ser mais regulador e menor.

O deputado Aguinaldo Ribeiro enfatizou que é necessário haver confiança, previsibilidade e segurança jurídica, com o Estado atrapalhando menos.

A noite de encerramento do 91º Enic contou com homenagem ao centenário Sinduscon-Rio e show da cantora Mart'nália.


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