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NOTA: Edifício que desabou após incêndio era construído de concreto armado ABCEM, 04/05/2018

A Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) primeiramente lamenta as mortes e perdas das vítimas do incêndio e colapso do Edifício Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, ocorridos na madrugada de terça-feira (1º), bem como a falta de zelo com a coisa pública e a morosidade nas questões do déficit habitacional brasileiro. Porém, também vem esclarecer que o edifício em questão era totalmente construído em concreto armado, diferente do que foi publicado nos veículos de comunicação.

A ABCEM sempre acreditou ser precipitado afirmar que o colapso, após incêndio do prédio foi por conta do uso de estrutura mista de concreto e aço, conforme afirmado erroneamente por um especialista a um veículo de comunicação, e que foi propagado em outros meios, inclusive fora do País. Uma nota postada, nesta quinta (3), na rede social do Núcleo Docomomo SP, comprova este erro, mostrando uma matéria publicada na página 34 da Revista de Arquitetura da USP, Acrópole, nº 323, de novembro de 1965, que diz: “No entanto, o edifício Wilton Paes de Almeida não pode ser considerado uma mera repetição daquelas importantes obras modernas construídas na América do Norte. Ao contrário dos seus contemporâneos norte-americanos, o edifício não usa estrutura metálica, mas estrutura de concreto armado, com pilares de secção “H” (variável, pois a secção diminui à medida que a carga atenua nos andares superiores)...”.

A ABCEM reitera que, além das suas características diferenciadas por ser material versátil e flexível, de alta resistência mecânica, o uso de estruturas de aço e/ou estruturas mistas cria melhores condições para se vencer grandes vãos, permitindo a concepção de projetos arquitetônicos arrojados; reduz a carga nas fundações, por causa das menores dimensões das peças e menor peso próprio; confere aumento da área útil construída, aproveitando-se melhor o espaço interno; encurta o transporte de materiais para a obra, pois as peças são mais compactas e leves; reduz em até 40% o tempo de execução de um projeto, por permitir o acúmulo de etapas. Isto é, enquanto as peças estão sendo fabricadas na indústria, a fundação está sendo feita no canteiro. Como essa fabricação obedece a rigorosas especificações dimensionais, na etapa de montagem a estrutura estará nivelada e aprumada, o que serve de guia para as demais etapas da obra, reduzindo-se o desperdício de materiais.

E por fim, a Associação afirma ainda que todos os edifícios construídos com estruturas metálicas nas últimas décadas seguem rigorosamente as normas brasileiras de revestimento resistentes ao fogo e as instruções técnicas do Corpo de Bombeiros, normas estas que foram se aperfeiçoando após diversos estudos e testes. Temos tecnologia para esta proteção contra fogo. E, para que não restem dúvidas, a resistência ao fogo das estruturas de aço, assim como outros materiais estruturais, incluindo o concreto armado ou protendido ou a estrutura mista, sofre redução e não afeta a severidade do incêndio, por serem incombustíveis. A severidade do incêndio no caso do Edifício Wilton foi elevada em função da alta carga de incêndio existente em seu interior, exemplificando: em um edifício comercial, a carga de incêndio considerada convencionalmente é de 700 MJ (megajoules)/m2, porém em locais com alta concentração de madeiras, papéis e plásticos pode chegar a 2.000 MJ/m2.

Associação Brasileira da Construção Metálica

Marino Garofani

Presidente


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