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Nova estação da CPTM fica pronta quatro meses antes do prazo: Aço oferece conforto, beleza e praticidade para quem chega e parte ABCEM, 30/09/2020

A nova Estação Francisco Morato da CPTM, foi apresentada virtualmente no último dia 31 de agosto, pelo presidente da empresa, Pedro Moro, e pelo governador de São Paulo, João Dória. Com cerca de 300 toneladas de aço, só a cobertura central, a maior e mais importante, consumiu cerca de 200 toneladas.

Entre todas as estruturas projetadas, fabricadas e montadas pela PlanMetal, empresa responsável pelas estruturas metálicas da obra, estão as seguintes: cobertura das plataformas, torres de elevadores, torre de circulação vertical, rampa, fachada do prédio anexo, estruturas para suporte de luminárias, calhas, platibandas das plataformas e suporte para policarbonato.

A estação possui 6 mil metros quadrados de área construída, três plataformas e é totalmente acessível. O contrato, no valor de R$ 160 milhões atualizados, prevê além das obras da nova estação, o pátio norte para estacionamento de trens, obras de via permanente (infraestrutura, trilhos, dormentes, postes, treliças e fios de contato), AMV (Aparelho de Mudança de Via), sinalização, banco de dutos, todo o sistema de rede aérea e a demolição da estação provisória.

A nova estação tem cinco escadas rolantes, três elevadores, dois acessos externos, dois túneis sob a via férrea para a circulação de passageiros e está localizada ao lado do terminal de ônibus do município. O local também tem sanitários disponíveis aos passageiros na área paga – todos acessíveis – e validadores de bilhete único.

A nova estação foi inaugurada quatro meses antes do prazo previsto. Este feito importante foi alcançado através da integração entra a equipe técnica da PlanMetal e as empresas responsáveis pela obra, mediada pelo exclusivo método de gestão de obras da PlanMetal, o SAGEM (Sistema Aberto de Gestão de Empreendimentos Metálicos)

“A Estação Francisco Morato é uma obra de arte que irá beneficiar não apenas a população da cidade, mas os passageiros que utilizam a Linha 7-Rubi todos os dias, incluindo os que utilizam a extensão até Jundiaí”, afirma o presidente da CPTM. Antes da pandemia, a linha atendia cerca de 450 mil passageiros.

Pensando em reduzir ao máximo os riscos de interrupção na circulação de trens e elevar a segurança dos passageiros em período de chuvas que, infelizmente, traz transtornos para a população de Francisco Morato, a CPTM construiu um “sistema antienchente”: diques e bombas que vão drenar a água por debaixo da terra, além de um sistema de contenção para que a água não invada a estação. O telhado da estação possui um sistema que transforma a água da chuva em um “turbilhão”, removendo-a imediatamente da cobertura através das colunas, evitando acúmulo de água e vazamentos.

O presidente da CPTM João Moro destacou, durante a apresentação, que a estação é totalmente acessível e que as obras foram mantidas durante todo o período de pandemia. “Não medimos esforços para entregar a estação antes do prazo, e agradecemos o apoio do Governo e da Secretaria de Transportes Metropolitanos para que não tivéssemos nenhum problema”, disse Moro.

Durante a construção, os passageiros utilizaram um local provisório, localizado ao lado de onde foi construída a nova estação. “A preocupação com o bem-estar do passageiro pode ser observada em cada detalhe da nova estação. É um orgulho para todos os colaboradores da CPTM podermos entregar às pessoas uma estação tão moderna e completa”, finalizou o presidente da CPTM.

O local conta ainda com um boulevard e uma praça dentro dos limites da estação, que tem três vias operacionais e uma quarta exclusiva para trens de carga, de forma a não interferir na circulação dos trens de passageiros principalmente nos horários de pico, quando a demanda é maior.

Espaço Acolher da CPTM - A estação terá o 19º Espaço Acolher da CPTM, local de acolhimento para mulheres vítimas de importunação e assédio sexual dentro dos trens e estações da companhia. Colaboradores estarão preparados para atender as vítimas e dar o suporte necessário para que essas mulheres sejam acolhidas e sintam-se seguras em denunciar os agressores. Além disso, para ajudar a coibir estes e outros crimes, a CPTM instalou 88 câmeras de segurança em toda a estação, ligadas diretamente à Central de Monitoramento de Segurança da companhia.

Projeto estrutural - Segundo a PlanMetal Estruturas Metálicas, foram feitas diversas modificações importantes sobre o projeto estrutural original da estação que facilitaram e otimizaram o processo de fabricação, transporte e montagem, assim como o resultado final da obra. “Uma das modificações que foram feitas sobre o projeto original foi sobre as ligações das treliças. As ligações originais eram em sistema de rebite, que não permite ajustes. Este fator poderia constituir um problema, na medida em que caso uma ligação fosse montada com alguma imprecisão, ainda que mínima, as peças teriam que voltar à fábrica e ser retrabalhadas. O problema poderia agravar-se ainda mais uma vez que que toda a estrutura metálica da estação foi galvanizada a fogo, processo que potencializa o risco de imprecisões na fabricação das peças, em função das altas temperaturas em que é realizado. Ainda, a esbeltez das peças era um fator que poderia fazer com que estrutura torcesse, aumentando ainda mais a imprecisão”, explica a empresa.

Sistema de ligação alternativo - A equipe técnica da PlanMetal sugeriu e validou junto às equipes do Consórcio Telar & Spavias um sistema de ligação alternativo ao rebite, a barra passante, com porcas em ambos os lados da estrutura. Tal solução, que foi ainda reforçada com uma tira de chapa de cada lado da ligação para evitar rompimentos, eliminou dificuldades desnecessárias que tornariam mais complexos os processos de fabricação e montagem das estruturas.

Além disso, o projeto estrutural original da estação Francisco Morato continha pilares problemáticos para o transporte pois eram excessivamente longos, com 14 metros de altura. Em função disso, a equipe técnica da PlanMetal projetou uma ligação dividindo as peças em duas, disposta na melhor posição ao longo delas, e posteriormente validada junto ao calculista da equipe. Essa solução permitiu viabilizar não só o transporte, como também facilitar o corte das peças, além de todo o processo de manufatura.

Todas as peças foram fabricadas, transportadas e montadas pela PlanMetal, que conta com uma fábrica situada em Campo Limpo Paulista com capacidade de produção de 300 toneladas por mês, além de logística de transporte com caminhões e motoristas próprios.

A PlanMetal entrou na obra em maio de 2018, começando pela montagem das caixas de elevadores e escadas, e continua até a data de hoje. Dadas as grandes proporções da obra, a sua execução continua mesmo depois da inauguração da estação, agora centrada em estruturas complementares. Várias dessas estruturas adicionais não estavam previstas no contrato inicial da obra, e foram contratadas junto à PlanMetal conforme o sucesso na execução das estruturas inicialmente previstas. A cobertura central, maior e mais importante parte da obra, foi montada entre agosto e dezembro de 2019.

Ficha técnica

Nome: Estação Francisco Morato da linha 7 Rubi da CPTM
Local: Belem Capela, Francisco Morato – SP
Fabricação e Montagem: PlanMetal Estruturas Metálicas
Construtora: Consórcio Telar & Spavias
Área construída: 6.000 m²
Peso total da obra: 300 toneladas
Conclusão da obra: inauguração da estação em agosto de 2020, com algumas partes da obra ainda em fase de conclusão
Fonte: CPTM
Fotos e fonte: PlanMetal Estruturas Metálicas


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