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Newsletter ABCEM nº 40   - 30/06/2008     
 

Internacionalização foi tema da palestra do 6º Café da Manhã ABCEM,
que contou com a participação da Marcopolo.

Proferida no dia 24 de Junho, pelo vice-presidente do conselho de Administração da Marcopolo e vice-presidente de Relações Institucionais da ABCEM, José Antônio Fernandes Martins, a apresentação abordou os temas: Visão geral da Marcopolo; Produção brasileira de ônibus, de 1991 a 2008; Estratégias para crescimento; Conceito básico e os requisitos para a Internacionalização; Verticalização; Tecnologia própria; Processos empregados na exportação e Internacionalização da Marcopolo

Na abertura do evento, o presidente da ABCEM, José Eliseu Verzoni, prestou homenagem ao senhor Siro Palenga, falecido no último dia 18. Verzoni falou da grande contribuição do sócio fundador da ABCEM e fundador da Alufer, para a Construção Metálica no país.







 
Segundo Martins, em 1998, a Marcopolo não via perspectivas de crescimento no mercado, assim sendo, entre as alternativas que se apresentavam: abertura de novos mercados interno/externo, criação de novos produtos, compra ou associação com a concorrência e internacionalização, a última foi a mais viável.

Dentro da estratégia de Internacionalização desenvolveram-se três bases fundamentais: Internacionalização propriamente dita, Verticalização e Tecnologia própria.

De acordo com Martins, quando uma empresa decide se tornar uma multinacional a Internacionalização é uma conseqüência, que pode ser obtida através de: 100% de controle da empresa brasileira e operações de joint ventures, alertando que este processo não deve ser confundido com contratos de cessão de tecnologia, exportação de componentes ou produtos completos.  Durante a Internacionalização, a empresa atravessa diversos processos, e é necessário cuidado quanto ao risco de desenvolver em seus competidores, o conhecimento de sua tecnologia.

Para uma empresa se internacionalizar, ela precisa atender alguns requisitos, por exemplo, a adaptação dos executivos expatriados, muitos deles mudam-se para outros países, onde a empresa está operando, porém retornam pois acabam não se adaptando . “Este é um fato que a empresa sabe que terá que resolver”, diz Martins.


 

Para o palestrante, a Verticalização, produção/fabricação dos componentes/peças que fazem parte do produto final, é de suma importância para a nacionalização da empresa.

A liberdade de mercado depende de Tecnologia Própria. “Se uma empresa compra tecnologia, sempre estará limitada a não penetrar em territórios do cedente daquela tecnologia”, esclarece. 

Martins apresentou ainda como foi a Internacionalização da Marcopolo nos seguintes países: Portugal (1990), Argentina (1197), México (2000), Colômbia (2001), África do Sul (2001), China (2002)

A Marcopolo também está adiantando seus planos, que já estão em andamento na Rússia e índia. Estão em pesquisa operações na Indonésia, Tailândia, Singapura, Malásia, Filipinas, Burma, Vietnam e Egito, este último, com o processo já em fase de conclusão.

No encerramento, José Antônio Fernandes Martins, frisou que Internacionalização não é uma operação comercial, não é exportação. “A Internacionalização deve ser encarada como uma razão estratégica”. Veja a apresentação na íntegra.





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Clique aqui para ver a apresentação em pdf.


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